Dia das mães

 

Ela tem o dom. O dom de gerar, na barriga ou no coração. Acolhimento é a palavra chave. Proteção é seu sobrenome. Amor a descreve.
Amar é seu verbo, pois ela somente ama, seja no passado, no presente e com certeza no futuro, porque ela sempre estará lá. Lá onde você estiver, só pra segurar sua mão e te apoiar, orientar quando necessário e repreender quando preciso. Ela chega antes, vez ou outra parece que prevê o futuro, nos alerta sobre o inesperado e acolhe nossas lágrimas diante do inevitável.
Ah se ela soubesse medir todo amor que tem…
Faz o pouco virar muito dividindo grãos na mesma proporção, só ela sabe o amor que carrega no coração.
Ela é mãe. É guerreira. Ela tem o dom.
Parabéns as mamães de humanos, mães de cachorros, gatos e periquitos, avós que são mães duas vezes e mãedrinhas que são mães que Deus escolheu.

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Ela é a tempestade

 

Hoje não choveu; o céu parecia cinza, cinza em relevo, carregado. Pensei que fosse chover a qualquer momento, aliás, que fosse cair uma tempestade.
A brisa deu lugar a ventania, ventava tão forte que meus ouvidos ouviam o uivo do vento, até parecia que ele queria dizer alguma coisa.
Me encolhi como forma de proteção, já que sozinha estava.
Trovejava muito, porém os raios eram seus companheiros, o chão tremia de tanta intensidade. Podia sentir a força.
Fechava os olhos, para não ver o céu desabar em mim, por consequência, sentia o cheiro da chuva, e por alguns instantes, aquele cheiro me acalmara e sentia como se estivesse tudo ensolarado. Belo devaneio, eu exclamava!
Cerrei os olhos novamente, dessa vez com mais força, para que nem meus pensamentos pudessem atrapalhar meus devaneios. Em poucos instantes, a tempestade começou, nada como havia visto antes, eram raios, trovões, granizo, ventanias arrasadoras… a chuva vinha de todo o lado, a água e o vento levavam tudo o que viam pela frente, a correnteza era forte, forte demais.
Tudo estava sendo arrastado, tudo! Até o que não deveria sair do lugar, se moveu.
O vento uivava, o cheiro de chuva em contato com a terra que há dias não via água, se intensificava, cada gota daquela tempestade era como uma pedra de gelo, minha pele podia sentir sua frieza.
Choveu durante longos inacabáveis minutos. Os rios transbordaram, as plantas encharcaram, o barro virou lama, alguns deslizamentos aconteceram, desabamentos também foram registados.
Mas, quando ela abriu os olhos, tudo estava como sempre esteve. Seco, intacto.
Ela secou seus olhos e se deu conta que choveu dentro dela. Toda essa tempestade, era ela. Aliás, é ela.

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