Solidão companheira

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Estava acompanhada, mas descobri a solidão. Ela veio me visitar e pediu pra ficar, não por maldade, mas porque precisava de companhia.

Nós precisávamos de companhia. Eu, precisava dela, pois não tinha mais ninguém, então ela foi minha única companheira.

Chamei a empatia, mas ninguém tinha, nem mesmo quem estava por perto; as pessoas estavam muito ocupadas vivendo suas vidas e sendo felizes. Só a solidão tinha empatia, só ela.

Nos tornamos companheiras, dividimos pensamentos, sentíamos a mesma emoção, compartilhávamos as mesmas sensações, já que não havia mais ninguém ali. Não de alma presente eu digo, pois de corpo havia; somente corpo. Não era o suficiente.
Ah minha querida solidão, só nós sabemos o que passamos. Só nós! Só nós sabemos a dor que sentimos, ali, sozinhas e quietinhas.

Não sei o que seria de mim se não fosse você, porque quando estava sozinha eram só nós duas.

Nos conhecemos. Você ajudou a me conhecer, a “desromantizar” a vida, já que achei que seria diferente. Doeu, aliás dói, saber que não tenho quem achava que tinha.

No final, somos eu, você e Deus.

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