Levanta a cabeça garota!

 Levanta a cabeça garota!
O fim não chegou, o mundo não acabou, só é mais uma daquelas fases que você achava que não ia passar, lembra? Só que em outro contexto, com outros personagens, te trazendo sensações, sentimentos e emoções diferentes.
Sei que dessa vez está um pouco mais difícil, mas você está mais madura e possui mais experiências, experiências daquelas outras vezes que você viu o mundo acabar, você pode usar o que aprendeu com elas, não tem problema. O importante é que você espere calmamente e tenha fé porque essa é só mais uma fase ruim para sua coleção, aliás, não posso chamá-la de fase ruim, seria como se eu negasse quem você é hoje.
Os momentos bons são maravilhosos, claro. Mas se não fossem esses “fins do mundo” quem você seria agora? Teria essa resiliência que tem hoje? Saberia a dor que é ser você? Saberia a delícia que é ser você?
Sabe aquela brisa que acaricia seu rosto? Você a sentiria da mesma forma? Não, eu acho que não. Você é quem você é hoje, está escrevendo esse texto graças a esses “fins do mundo”. Você é uma mistura de risos, lágrimas, pensamentos, felicidades e “fins do mundo”, sim, eles te perseguem e perseguem a toda humanidade, não pense que é particular com você.
É como se fosse uma prova, é como se Deus falasse “olha filha, agora depois de todo esse tempo de aula, teremos que fazer uma prova e Eu sei que você vai se sair bem”. É mais fácil lembrar delas, usar de argumento com os outros, pra motivar, é mais fácil mostrar para o outro que passa, porque quando estamos “no fim do mundo” parece que não vai passar nunca, mas você sabe que vai, no fundo você sabe que vai dar tudo certo e daqui a pouco isso tudo vai passar como das outras vezes e você vai lembrar disso como um grande aprendizado e ver como tudo isso te mudou para melhor.
Vai dar tudo certo, não tenha pressa, só aprenda, é aos poucos que as coisas vão dando certo.

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Sobre andar por vias opostas

Vestir a alma é se despir sem pudor das hipocrisias socialistas, vontades alheias, das mentiras. Aquelas que eu contava para mim mesma a fim de fugir de quem sou.
Fugia porque não me entendia, não me aceitava, era incompreendida pelas minhas próprias incompreensões.
Não compreendia o desejo da liberdade, a vontade de ir enquanto todos estavam vindo. (Sempre gostei de andar por vias opostas).
Até que decidi vestir a alma. A minha alma. Aquela que gritava loucamente dentro de mim, porque durante muito tempo a fantasiei com todos os apetrechos que não eram meus. Passei a vestir com experiências, risos, alegria, cheiros, sabores, amores, vivências e emoções.
Precisei despir para que pudesse enxergar quem sou. Hoje simplesmente a visto, não mais a fantasio.

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