A saudade por si só é um fardo pesado

Sentir saudade não é sentir falta, saudade dói, é como se algo fosse arrancado, como se estivesse faltando, saudade é fazer parte e depois não ter mais, saudade é querer sentir o que já foi sentido e se deparar com a impossibilidade. A saudade não é substituível. É um misto de impotência com dor.
Queria poder sentir somente sua falta, porque na falta posso colocar algo no lugar, posso substituir, a falta é um sentimento que dá e passa, já a saudade te atormenta, te faz lembrar mesmo sem querer, te faz desfocar de tudo em questão de segundos para reviver somente aqueles nossos momentos, e em um piscar de olhos se deparar com ela nos olhos até que escorra em forma de lágrimas.
Não conheço saudade como diminutivo ou aumentativo. A saudade por si só é um fardo muito pesado, é o peso que escorre pelos olhos. Mas se você acha que sente saudade, saudadezinha, ou está meio com saudade considero isso como falta ou apego, porque a saudade é como o amor, não deixa dúvida.

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Quantos sorrisos você deu enquanto me observava?

Tanto tempo se passou. Eu nem lembrava mais do seu sorriso e muito menos do seu olhar. Até ver você me olhando.
Quanto tempo estava ali em silêncio enquanto eu não lembrava de você?Quantas vezes já me chamou em seus devaneios e eu nem sequer me atentei ao seu chamado? Quantos sorrisos você deu enquanto me observava?
Sinceramente, quando vi seus olhos nos meus, não imaginei que desencadearia um turbilhão de emoções dentro de mim. É como se elas tivessem ficado em algum lugar aqui dentro esperando você voltar sem que eu soubesse.
E em um piscar de olhos. Aqueles olhos que me devoravam enquanto eu não percebia, fez com que todas aquelas emoções pedissem para serem revividas.
Aliás, elas não pedem, elas gritam aqui dentro de mim, mas não consigo compreendê-las porque a confusão grita mais alto.
Não sei se estou preparada para sentir isso, aliás, nem sei direito o que sinto. Passo a maior parte do tempo tentando desvendar suas atitudes e quando me canso, desvio os pensamentos para qualquer outro instante, bem longe de você.
E sem perceber me pego pensando de novo no seu olhar.

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Escolhas

Cada escolha é um salto, digamos que um salto para o desconhecido. Por menor que essa escolha seja pode nos levar de uma visão maravilhosa até o abismo onde veremos o “fim do mundo” mais uma vez.
Mas é isso que mantém a vida em movimento, são desses saltos, dessas escolhas que iremos tirar as mais belas histórias para contarmos aos nossos netos.
Escolher é se sentir vivo na própria vida, é viver os seus sonhos e satisfazer os mais puros desejos daquela criança que fomos um dia. Ser coadjuvante nos sonhos alheios não trás adrenalina, é ser a terceira pessoa no sonho de alguém, na vida de alguém.
Talvez o medo de assumir tamanha responsabilidade nos permita que fiquemos nas entrelinhas, mas a sensação e a adrenalina de escolher é o que nos mantém vivos, é o que faz a vida fazer sentido, é fazer valer a pena.
Portanto, pegue seu livro, escreva sua história, respire o seu ar, seja o roteirista do seu próprio filme, o autor do seu próprio livro, desligue o automático, preste atenção em você, no que você quer, no que você sonha e não no que uma sociedade medíocre espera de você.
Viver toda essa mediocridade com o piloto automático não faz sentido, desgasta, é uma busca insensate por mais dinheiro, cargos mais altos, coisas mais caras, e me pergunto e as sensações? E as experiências? E as brisas no rosto?
Que possamos trocar o eu comprei aquilo por eu vivi, eu senti aquilo. Então busque o que faz sentido, o que te faz feliz, aquilo que você faz sem obrigação e faça suas próprias escolhas, dê seu próprio salto.

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Deixando meu castelo desabar e os muros ruírem

Deixando meu castelo desmoronar, os muros ruírem, as flores murcharem, as folhas caírem… Cansei de lutar contra o inverno, contra a ventania que se aproximou de mim, cansei de não aceitar as catástrofes que eles trouxeram, cansei de fingir que tudo está bem, na verdade não está.
Talvez eu precise dessa nova estação para minha vida, talvez eu precise dessa catástrofe para que eu possa reerguer meu castelo, levantar os muros, plantar novas flores, e depois que tudo isso passar, que tudo estiver acabado, no chão, olhar e falar “ufa! acabou!” Aceitar talvez seja a melhor forma de lidar, aceitar é arcar com as consequências, é aprender, é inovar a si mesmo, é conhecer seus limites, é se auto desenvolver. Decidi somente observar, me acalmar, sentir… Lutar contra desgasta, dói mais do que deveria doer, estou satisfeita das dores e empanturrada de ansiedades.
Quero somente ouvir o vento e nada mais, somente ouvir o silêncio, sem reclamar, sem me desgastar. Sinceramente, já não tenho mais forças. Vou somente observar e depois vejo o que faço, já não quero mais a ansiedade como minha conselheira. É como se eu estivesse lutando há tempos contra a correnteza e simplesmente parasse de nadar contra, relaxasse meus músculos e respirasse tranquilamente.
Mas que fique claro que não deixei de lutar, mas percebi que as vezes temos que aceitar, esperar, sentir e crescer somente, viver o presente, viver o hoje, este exato momento que lhe é dado.
Talvez, lendo este texto agora, pareça ser fácil, mas não é, é uma luta diária, é escolher cada momento, é ter fé, esperança, isto é só uma fase como todas as outras boas e ruins que eu já passei. Porque estou dando tanto ênfase à ela? Talvez eu tenha dado às outras também, mas hoje eu escolhi relaxar, fazer a minha limonada do dia e esperar para que eu possa desenhar uma nova planta do meu castelo.L

 

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