O que não disse; comprei

Menina mulher. Assim é Juliana, Ju para os íntimos. 

Ju sempre gostou de ser independente, na época da escola guardava moedas em seu cofrinho. Na faculdade, vendia brigadeiros para ajudar no orçamento. Ela sempre foi adepta ao consumo. 

Consumia roupas, sapatos, bolsas, bijuterias, maquiagens… e só ela sabe explicar a sensação de observar seu cartão ser aprovado e sair das lojas com sacolas nas mãos. 

Ela sempre diz “a gente trabalha tanto, que mal tem comprar umas coisinhas para nós?”, ou então se passava por alguma situação embaraçosa desestressava comprando uma blusinha, era só uma blusinha… que mal tem?

No trabalho, no seu relacionamento, com as irmãs, aliás com quem quer que fosse que a tirava do sério, lá estava ela na hora do seu almoço pechinchando um par de sapatos.

Abria uma lojinha nova no bairro? Ju estava lá, afinal, tinha que saber se a loja faria promoção para chamar a clientela.

Ela é consumista nata! 

Os desaforos que aguenta, não consegue retrucar, ela simplesmente compra. Os leões que mata todos os dias com um sorriso no rosto, ela se desestressa consumindo em uma loja de cosméticos. As indignações da vida? Fácil, nada melhor do que uma bela bolsa que as blogueiras estão divulgando para que ela se sinta feliz. Brigas com o namorido? Ela resolvia isso com uma bela calça flare em promoção.

Ao contrário do que muitos pensam, ela é independente! 

Ela trabalha, tem seu próprio dinheiro, e suas próprias emoções também, porém tem dificuldades em lidar com elas, por isso, o que ela não diz; ela compra.

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